A greve no sistema de transporte semiurbano da Região Metropolitana de São Luís chegou ao fim após mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e uma intervenção considerada decisiva do Governo do Estado. A atuação da gestão comandada pelo governador Carlos Brandão foi fundamental para a construção do acordo entre trabalhadores e empresas, garantindo a retomada do serviço e o direito de ir e vir da população a partir desta semana.
O entendimento firmado assegura um reajuste de 5,5% para os rodoviários e prevê um investimento de R$ 30 milhões na renovação da frota ainda em 2026, medidas vistas como essenciais para destravar o sistema e oferecer melhores condições tanto aos profissionais quanto aos usuários. O desfecho é apontado como resultado de diálogo, responsabilidade e ação concreta por parte do Executivo estadual.
Enquanto o Governo do Estado demonstra celeridade na resolução de crises que impactam diretamente a mobilidade urbana, o cenário em São Luís segue distinto. A greve no transporte municipal ainda não teve solução definitiva, e a Prefeitura, sob o comando de Eduardo Braide, é alvo de críticas pela condução do problema.
Em vez de apresentar medidas estruturantes, a gestão municipal tem priorizado anúncios em redes sociais e promessas que, até o momento, não se traduziram em melhorias perceptíveis no dia a dia da população. Entre elas, está o chamado “pagamento” ou subsídio voltado ao transporte por aplicativo, alternativa que não conseguiu suprir a demanda nem reduzir os transtornos enfrentados pelos passageiros.
Além disso, persistem queixas sobre a precariedade do sistema de transporte público da capital, marcada por frota insuficiente, longos tempos de espera e recorrentes paralisações. Para muitos usuários, a falta de uma resposta rápida amplia os prejuízos a trabalhadores e estudantes que dependem do serviço.
O contraste entre as duas realidades reforça a percepção de que, enquanto o Estado avança com soluções negociadas e investimentos para restabelecer a normalidade do transporte semiurbano, São Luís ainda aguarda uma resposta efetiva da administração municipal para superar a crise e garantir um serviço digno à população.
