Em 2022, Quaest erro feio em SP. No Maranhão, instituto apresenta dados suspeitos para governo
A eleição para o Governo de São Paulo em 2022 se tornou um dos exemplos mais emblemáticos das dificuldades enfrentadas pelos institutos de pesquisa na reta final daquela campanha. Entre eles, a Quaest registrou um desempenho particularmente bem distante do resultado das urnas no primeiro turno.
Na última pesquisa divulgada antes da votação, em 1º de outubro, a Genial/Quaest apontava Fernando Haddad (PT) com 36% dos votos válidos, Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 34% e Rodrigo Garcia (PSDB) com 24%. Haddad e Tarcísio apareciam tecnicamente empatados na liderança.
As urnas, porém, desenharam um cenário significativamente diferente. Tarcísio terminou o primeiro turno na liderança, com 42,32% dos votos válidos, seguido por Haddad, com 35,70%. Rodrigo Garcia ficou em terceiro, com 18,40%.
O problema, portanto, não foi apenas uma diferença pontual nos percentuais. Houve, ainda, uma inversão na liderança da disputa.
A pesquisa divulgada na véspera da eleição apontava Haddad numericamente à frente de Tarcísio por dois pontos. O resultado final mostrou Tarcísio sete pontos à frente do petista. Na prática, a distância entre os dois principais candidatos sofreu uma mudança de nove pontos percentuais na comparação entre a fotografia apresentada pela pesquisa e o resultado das urnas.
Também chamou atenção o desempenho individual dos candidatos. Tarcísio terminou a eleição com 42,32%, mais de oito pontos acima dos 34% apontados pela Quaest. Rodrigo Garcia, por outro lado, obteve 18,40%, resultado inferior aos 24% registrados na última pesquisa. Haddad, com 35,70%, ficou muito próximo dos 36% estimados.
Ou seja: o maior problema da rodada final esteve justamente na incapacidade de captar, com precisão, a dimensão do crescimento de Tarcísio de Freitas na reta decisiva da campanha.
No Maranhão, o instituto aponta o que seria um cenário inédito no aspecto de um candidato apoiado pelo governo. Os números elevados e que contrastam com a maioria das pesquisas tem levantado suspeitas e debates entre os eleitores e a admitas.
