Ausente por conta da campanha da irmã, Prefeito de Tuntum é obrigado a se afastar e aproveita situação para colocar pirulito na boca do vice.
Licença de Fernando Pessoa é vista como gesto tardio e expõe disputa pela sucessão em Tuntum
O anúncio da licença do prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, sob justificativa de se dedicar à campanha de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão provocou forte repercussão no cenário político local. Embora a justificativa oficial seja o empenho na construção do projeto estadual do grupo político, a decisão chega cercada por críticas e avaliações de que apenas oficializa uma ausência que, na prática, já vinha sendo percebida pela população.
Nos bastidores da política local, a leitura predominante entre adversários é que Fernando Pessoa já havia reduzido significativamente sua dedicação à administração municipal para atuar na construção da pré-candidatura da irmã, Bruna Pessoa, à Assembleia Legislativa, inclusive sob fortes denúncias de uso de recurso público irregular (mas isso é assunto para outra ocasião). Com isso, a licença seria apenas a formalização de uma realidade que muitos moradores afirmam acompanhar há meses.
Outro ponto que chamou atenção foi o protagonismo dado ao vice-prefeito Nelson do Nanxi durante o anúncio da licença. A imagem transmitida foi a de prestígio e fortalecimento político, mas aliados e observadores da política local avaliam que o gesto tem pouco efeito prático no futuro do vice, que assume o município sem tinta na caneta e com menos ainda chances de ser “o sucessor”. É como pirulito na boca de menino chorão.
Isso porque, apesar de assumir temporariamente a Prefeitura, Nelson continuaria distante da sucessão municipal de 2028. Nos bastidores, é evidente a percepção de que o projeto político do grupo liderado por Fernando Pessoa já está direcionado para outro nome: o do primo do prefeito, Adalto Neto, apontado por interlocutores como a principal aposta para disputar a continuidade da gestão.
Caso esse cenário se confirme, a passagem de Nelson pelo comando do Executivo representaria apenas uma experiência administrativa temporária, sem qualquer compromisso político de transformá-lo em candidato do grupo.
