Edit Template

Com reputação ilibada, Alberto Bastos vira alvo após endurecer controle de gastos e promover reestruturação na SECID

A sessão plenária desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa do Maranhão, escancarou um incômodo que já circulava nos bastidores do poder: a forte reação do campo comunista às mudanças implementadas na Secretaria de Estado das Cidades. O foco das críticas tem nome e sobrenome, Alberto Bastos, e surge justamente no momento em que a pasta passa por um processo de reorganização administrativa e maior rigor no uso dos recursos públicos.

A secretaria era anteriormente vinculada ao grupo político do deputado federal Márcio Jerry, uma das principais vozes da oposição ao governador Carlos Brandão. A troca no comando não apenas redesenhou espaços de poder, como também expôs o desconforto de setores que perderam influência direta na estrutura estatal.

Durante o debate sobre a indicação de um interventor para a cidade de Turilândia, parlamentares levaram a discussão para um terreno alheio à pauta e tentaram associar o tema ao novo secretário, movimento visto por governistas como uma manobra política sem conexão objetiva com o assunto em análise. Para aliados do governo, o episódio reforça a percepção de que o embate tem sido alimentado mais por inconformismo do que por divergências administrativas reais.

A leitura predominante é que a reação está diretamente ligada ao novo momento da SECID. Medidas voltadas à revisão de contratos, racionalização de despesas e fortalecimento dos mecanismos de controle teriam alterado práticas internas e elevado o nível de fiscalização, mudanças que costumam gerar resistência sempre que estruturas consolidadas são revistas.

Quem acompanha a trajetória de Bastos destaca que o secretário construiu uma imagem associada à técnica e à disciplina administrativa. Com passagem pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão, ele também permanece à frente da Secretaria de Monitoramento de Ações Governamentais, onde atua em iniciativas voltadas à contenção de gastos e ao aprimoramento da responsabilidade fiscal, agenda tratada pelo governo como estratégica para tornar a máquina pública mais eficiente.

Nesse contexto, aliados avaliam que os ataques acabam produzindo um efeito inverso ao pretendido: ao mirar um gestor de perfil técnico, reforçam a narrativa de que o verdadeiro pano de fundo da crise seria a perda de espaços políticos e cargos, claro.

Compartilhe essa notícia!

Veja mais notícias!

Email: contato@opiniaoma.com.br

opiniaoma© 2024