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Na noite desta quarta-feira, no Residencial Paraíso, o prefeito Eduardo Braide não inaugurou apenas uma praça, mostrou, mais uma vez, seu distanciamento brutal da realidade social de São Luís.

Enquanto Braide sorria para câmeras, cortava fita e posava para registros oficiais, mães de crianças com microcefalia estavam ali para cobrar o mínimo: respeito, escuta e compromisso público. Não foram recebidas como cidadãs. Foram tratadas como estorvo.

E não há como maquiar o ocorrido. O desprezo do prefeito está gravado em vídeo. As imagens que circulam mostram, sem filtros, um gestor que desvia o olhar, acelera o passo e se recusa a encarar mães que carregam um peso diário que a Prefeitura insiste em ignorar.

O vídeo não mente. Ele escancara o descompasso entre o discurso humanitário de Braide e sua prática política fria, burocrática e insensível. Ali, diante das câmeras, caiu a máscara.

O episódio é simbólico: a gestão inaugura praças, mas abandona pessoas. Ilumina espaços, mas apaga direitos. Constrói canteiros, mas destrói pontes de diálogo com quem mais precisa do poder público.

Essas mães não pediam privilégio, exigiam dever do município. Um dever que Braide reiteradamente se nega a cumprir.

Ao virar as costas para elas, o prefeito não virou as costas apenas para um grupo de mulheres: virou as costas para crianças vulneráveis, para famílias sobrecarregadas e para a própria ideia de gestão pública responsável.

São Luís merece muito mais do que cimento e selfie. Merece humanidade, empatia e compromisso real com quem vive na pele as ausências da Prefeitura.

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