Orleans desponta como força ascendente enquanto Braide sinaliza estagnação na pré-campanha.
OpiniãoMA
A pesquisa mais recente sobre o cenário eleitoral maranhense, realizada pela RealTime Big Data, não apenas retrata o momento, mas antecipa tendências — e, nesse ponto, Orleans surge como o nome de maior expressão do levantamento. Seus 25% não são apenas um número intermediário entre os demais; são o indicativo mais claro de que existe um caminho real de expansão, amparado por base política, presença territorial e capacidade de crescer conforme a campanha avance. É o tipo de desempenho que não depende de exposição digital, nem de picos momentâneos de visibilidade. É consistência. E consistência, em ano pré-eleitoral, vale mais do que qualquer liderança circunstancial.
Enquanto isso, Eduardo Braide aparece com 35%, mantendo a dianteira numérica, mas enfrentando um desafio cada vez mais evidente: o de já ter atingido seu ápice na pré-campanha. Com forte presença nas redes e recorrência no noticiário, seria natural que exibisse uma margem folgada — especialmente em levantamentos que refletem muito do ambiente digital. No entanto, o que se vê é um patamar que não avança e não demonstra fôlego adicional. Para um pré-candidato amplamente exposto, estagnar tão cedo é um sinal de alerta, não de conforto. É a velha teoria que defende a necessidade de “gordura para queimar”. No caso de Braide, a gordura é bem pouca ainda mais diante do longo intervalo que se tem até o dia da eleição.
Orleans, por sua vez, aparece exatamente onde um projeto político em ascensão costuma se firmar: consolidado, competitivo e com projeção positiva. Seus 25% traduzem um eleitor real, distribuído no território, e não apenas conectado ao ambiente virtual. A isso se somam fatores como menor rejeição entre os principais nomes potenciais, articulação municipal crescente e um potencial de crescimento que geralmente se materializa quando a comunicação começa a alcançar públicos ainda não mobilizados.
Já Lahesio Bonfim, com 19%, mantém presença relevante, mas sem sinais claros de ruptura com seu patamar histórico. Felipe
Camarão, com 6%, hoje, trabalha apenas pela sobrevivência.
Em síntese, o levantamento escancara duas leituras distintas: Orleans desponta como o nome com maior capacidade de crescimento real no curto e médio prazo; e Braide enfrenta o risco de já ter chegado ao teto antes mesmo de a campanha começar, um cenário sempre delicado para qualquer pré-candidato que depende de expansão e não apenas de manutenção.
A pesquisa não só mensura intenções — ela revela trajetórias. E, dentro delas, Orleans é o que mais avança.
